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Pablo Neruda, poeta chileno, disse: “Deixa que a vida faça contigo o que a primavera faz com as flores”. Não existe estação do ano mais inspiradora do que a primavera. A forma como as flores renascem nos faz refletir sobre o quanto é importante nos abrirmos a mudanças – e como a vida nos retribui quando fazemos isso.

Aliás, todas as estações do ano nos revelam a importância de viver cada fase, respeitando as nuances da vida: a alegria do verão não teria tamanho valor se não fossem os dias frios do inverno… o cinza do outono é o cenário perfeito para que a primavera chegue e seja exatamente como é: encantadora. Da mesma maneira ocorre na vida de uma pessoa ou uma família!

A forma perfeita de observar isso é resgatando lembranças através da fotografia. Sim, a fotografia tem o poder de relembrar e resgatar ciclos da nossa trajetória. E não falo só de mudanças físicas, como cortes de cabelo ou roupas da época. Toda fotografia carrega consigo uma carga de história que fica eternizada!

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A infância, sem dúvidas, é uma das estações mais importantes na vida de uma pessoa, e cada fotos tirada nesse período retrata uma pessoa em constante mudança e aprendizado, como em um desabrochar para a vida, na fase mais pura de todas! Já a adolescência é intensa como o verão e estabelece formas de expressões originais e cheias de personalidade. As fotos dessa estação são cheias de histórias, companhias, sentimentos…

Tal como na primavera, durante nossa existência vivemos diversas formas de desabrochar, quando experimentamos sentidos novos, como formar uma família, gerar um filho, ou até mesmo escolher viver com alguém. Em todas essas fases, a medida em que geramos algo novo externamente, por dentro estamos nos transformando, e deixando para trás as folhas secas do Outono.

  Uma coisa eu aprendi: todas as estações das nossas vidas valem a pena ser registradas, pois elas jamais retornam da mesma maneira que foram, e todas têm o seu valor para a construção da nossa história.

Portanto, comece a recolher as folhas secas desse Outono que passou, e dê espaço às flores e cores da primavera, que acaba de chegar!

Beijos Silvia Martins

 

Quando estamos grávidas, provamos do verdadeiro poder do tempo: há aqueles meses que custam a passar, a barriga demora a aparecer, mas, de repente, quando você menos espera, os dias estão voando e você se vê atarefada e já pensando no quanto a chegada do seu bebê está próxima – e, ao mesmo tempo, o quanto parece que o dia em que você verá a carinha dele jamais chega! Loucura, né? Enfim, são dias longos que se misturam a semanas rápidas, e uma sensação de ansiedade e saudade que só as mães entendem.

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Fotografia de família, gestantes e crianças.

O que ninguém nos avisa é que essa nostalgia só fica mais forte depois que o bebê nasce: se anteriormente você estava ansiosa para tê-lo em seu colo, agora você morre de saudades da barriga e se assusta com a velocidade com que o tempo está passando. Aquelas roupinhas que ficaram meses guardadas passam a não caber no seu filhote de um dia para o outro e você, mamãe, vê o seu recém-nascido virar um bebezão e… sofre!

Sabe por que? Pois muita gente te avisou que “passava rápido”, mas você não imaginava que isso era tão real. Mais do que aquela sensação de “o tempo voa”, você percebe a necessidade de se despedir de cada fase do seu filho sem aviso prévio. Não existe um alarme que soa te avisando que o bebê dependente, que há “dias” atrás estava aconchegado em sua barriga, agora quer ganhar o mundo, engatinhando, por exemplo. 

fotógrafa especializada em família, gestante, crianças, aniversários e batizados.

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Em questão de dias o bebê adentra em novas fases, deixando para trás as manias que lhe acompanharam durante o curto período da sua existência. Quando você, mãe, se apaixona e se acostuma com o jeitinho da sua cria, eles vão lá e se reinventam! Qual mãe não se alegra de ver o filho (a) se desenvolver? Mas qual mãe já não entrou em crise por achar que curtiu pouco determinada fase do filho?

É por isso que, de mãe para mãe, posso te dizer: há momentos em que você desejará congelar o tempo! Há momentos em que você se arrependerá de não ter curtido mais, e sequer lembrará do quanto estava sem forças para isso! Você morrerá de saudades da amamentação, do momento em que ele deu os primeiros passos, da primeira gargalhada e até mesmo do cansaço que essa fase traz.

Um conselho que te dou é: não hesite em registrar absolutamente tudo do primeiro ano de vida do seu filho. Aos dois anos, ele (a) será uma pessoa completamente diferente… Igualmente amado e único, mas diferente em tantos fatores! Ele (a) Poderá não parecer tanto com você quanto parece agora, ou não ter a mesma risada ou reação diante de uma brincadeira.

fotógrafa especializada em família, gestante, crianças, aniversários e batizados.

fotógrafa especializada em gestante, famílias, crianças, aniversários e batizados.

Toda fase é especial, mas o primeiro aninho de vida de uma criança tende a ser esquecido muito mais facilmente do que os outros, afinal, todas as lembranças desse início vão sendo substituídas por novas, que são construídas dia após dia. Mas nada se compara a ter esse período de tanta descoberta guardado eternamente! 

Toda a intensidade da mudança que o primeiro ano de vida do seu filhote traz doerá mais em você do que nele (a), que está feliz da vida por estar descobrindo o mundo! Por isso, previna-se de mais essa crise materna e faça o acompanhamento dessa fase deliciosa. O segundo lugar mais importante em que você pode guardar isso é na sua casa, em um álbum. O primeiro é no seu coração! <3

Você tem lembranças do seu primeiro ano de vida registrados? O quanto isso tem valor na sua história?

Beijos Silvia Martins

 

Se você é uma mamãe antenada, sem dúvidas já ouviu falar ou leu a respeito do pote da calma! O pote cheio de fluido brilhoso e colorido virou febre entre algumas educadoras, que defendem que a manipulação do objeto por crianças de qualquer faixa etária, afetadas por uma briga, crise de choro ou situações de stress, pode acalmá-las. Como? Eu te explico!

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A técnica é inspirada no conhecido método Montessori, conjunto de teorias desenvolvidas pela pedagoga Maria Montessori, que defende, dentre tantos outros princípios, o de que a educação deve ser desenvolvida de maneira criativa, e baseada na evolução da criança. No caso do pote, o movimento das suas cores e o fato de ser manuseável estabelece um foco de atenção instantâneo, que ajuda a criança a se acalmar e retomar o seu senso.

Alguns estudos afirmam que, quando a criança observa o movimento do líquido, centraliza o seu sistema nervoso e ainda desacelera os seus batimentos cardíacos. Isso não só a libera de uma crise de choro, como também permite que os motivos da tristeza sejam abordados e resolvidos pelos pais.

O pote não possui nenhuma contraindicação, mas é importante lembrar que ele não é milagroso, e a sua eficácia dependerá do momento em que for utilizado! Como para nós, pais e mães, não existe nada mais angustiante do que ver nossos filhotes chorarem, não custa tentar inserir esse brinquedo na vida dos pequenos, que geralmente é um carrossel de emoções, não é?

Por isso, separei um DIY daqueles super bacanas de se fazer em família, para desde já estimular a criatividade dos seus filhos e despertar a curiosidade em relação ao novo brinquedo! Existem duas opções de confecção do objeto: uma é fazê-lo em um pote de vidro e outra em garrafas pets. A segunda opção é a mais indicada por ser mais segura no caso do pote cair da mão da criança. Vamos lá?

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Você vai precisar de:

– 01 garrafa pet em bom estado e com tampa

– 01 ou 02 colheres de sopa de cola glitter

– 03 ou 04 colheres de purpurina de cor da sua preferência

– Água morna

 

Modo de fazer:

Adicione a água quente e a cola glitter no recipiente, sem encher o pote por inteiro. Após a cola estar completamente dissolvida na água, adicione a purpurina e misture novamente. Por fim, se desejar, adicione uma gota de um corante de sua preferência. Você também pode optar por enfeites de estrelinhas ou flores para incrementar o visual do pote!

É importante atentar para alguns cuidados extras: a tampa do pote deve estar muito bem fixada, para evitar que o conteúdo vaze e, principalmente, que o líquido não seja ingerido pelas crianças!

Não se esqueça de contar nos comentários como foi a experiência de montar um pote da calma em casa, e como tem sido o seu uso no dia-a-dia das suas crianças!

Um beijo, Silvia Martins.

 

{Créditos de imagem: Pais e Filhos}

 

Um poema conhecido do Mário Quintana diz que “só a saudade faz as coisas pararem no tempo”, e essa é uma grande verdade que todos nós, em algum período da vida, provamos e entendemos! Para quem sente saudade, não existe nada mais real e importante do que as lembranças, não é?

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Mas e quando você sente falta das lembranças? Muitas famílias se reúnem para relembrar histórias, mas sentem falta de ter isso guardado materialmente, para mostrar e compartilhar com as gerações atuais não só as histórias, mas os registros daquela época que não volta.

Você pode até contar, se emocionar e rir relembrando, mas nada será mais forte do que rever esses momentos. Alguns anos já fazem total diferença na história de uma família: quem nunca, ao ver fotos antigas se assustou com a moda da época ou percebeu uma nítida semelhança com algum parente? Esse é o poder que as fotos têm: conectar realidades e despertar sentimentos novos, a cada vez que acessamos aquelas mesmas fotografias.

E essa sensação não é passiva de ser modificada. Ainda que a tecnologia tenha evoluído bastante e tenhamos a possibilidade de guardar nossos registros em tantos dispositivos diferentes, é impagável a sensação de abrir um álbum de família, com pessoas queridas ao redor e, de mão em mão, ir passando os registros que carregam consigo tanta história!

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O que aprendi nesses anos trabalhando com a fotografia é que é possível, sim, congelar o tempo! Certo dia escutei de uma pessoa, que folheava fotos antigas, de seu primeiro filho: “Mesmo após 27 anos, eu ainda consigo sentir o cheirinho dele de bebê”. Ainda que essas fotos estivessem há muito tempo guardadas e, quem sabe, esquecidas, acessá-las em qualquer momento da vida dessa mãe será algo emocionante, que despertará a sua melhor saudade.

Afinal, quem disse que saudade é para ser algo ruim? Se você fotografar os momentos importantes da sua vida e da vida dos seus, não terá do que se arrepender no futuro, muito pelo contrário! Você se permitirá ter o prazer de reviver aquele momento, com todas as sensações que ele causou, como se tivesse acontecendo de novo.

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Fotos não são um gasto ou um mero protocolo social de eventos. Fotos podem – e são! – uma ponte entre a sua história e as melhores emoções que ela guarda. Eu tenho congelado a história da minha família todos os dias. Um dia, reabriremos um álbum e choraremos de saudades, daquilo que jamais lembraríamos se não tivéssemos registrado.

Nesse dia especial, onde comemoramos o Dia Mundial da Fotografia, eu te pergunto: E você? O que tem feito para nunca esquecer os melhores dias da sua vida?

Beijos Silvia Martins

Ensaios fotográficos em família são sempre maravilhosos, não são? Mas a nossa rotina esconde outros momentos perfeitos que não podem deixar de ser fotografados! Como, por exemplo, os finais de semana! Aquele momento em que seus filhos estão completamente relaxados e felizes pode render excelentes cliques que você mesma pode fazer!

Fotografia de família, gestantes e crianças.

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A maioria dos pais carregam consigo uma paixão em observar e registrar os momentos dos filhotes, mas acham que precisam de um super equipamento para conseguir isso. Mas se você tem um smartphone que vive por perto, você pode fotografar de forma prática! Quer ver? Vou te dar algumas dicas que vão te facilitar!

 

  • Quem nunca viu uma cena linda daquelas, mas, quando foi registrar, teve um resultado ingrato? A maioria das fotos não fica boa por causa de iluminação. O certo é você montar a foto perto de uma fonte de luz natural, assim, mesmo que o seu celular não seja dos melhores, a iluminação vai dar uma mãozinha na qualidade da foto!
  • Falando em luz, evite o flash. Ele pode dar aquele “efeito fantasma” quando utilizado pelo smartphone. Para salvar naqueles locais escuros, um truque é usar a lanterna como luz indireta.
  • Abaixe na altura da criança para favorecer a pose dos pequenos! As fotos certamente ficarão mais bonitas;
  • Já ouviu falar na regra dos terços? É uma técnica que nós, fotógrafos, usamos, e você também pode usar. Basta ativar o formato grid da sua câmera. Os pontos mais importantes da sua foto estarão na junção dos quadrados;
  • Você sabia que aquelas fotos ruins, tremidas ou sem foco pesam muito na memória do seu celular? Quando o clique não der certo, jogue fora imediatamente, e usando essas dicas, tire uma foto digna de ser guardada <3
  • Sabe aquela história da mãe que perdeu todas as fotos do parto, ou de uma viagem super especial porque o celular pifou? A última dica é para você evitar passar por isso! Realize back-up’s com frequência. Esse tipo de situação acontece nas melhores famílias!

Com essas dicas, difícil vai ser parar de fotografar a cria, né?! Estou louca para ver o resultado das suas fotos. Me conta nos comentários como se saiu!

Beijos da Silvia